OS MACACOS PODERIAM MESMO DOMINAR O MUNDO? - Humor com Banana

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OS MACACOS PODERIAM MESMO DOMINAR O MUNDO?

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Os primatas inteligentes de “Planeta dos Macacos: O Confronto” podem ser produto de uma animação por computador, mas o filme apresenta um terrível mundo pós-apocalíptico que caracteriza o conceito central da franquia de “Macacos” há décadas. Decidimos perguntar a especialistas: o filme poderia ocorrer na vida real? As respostas podem surpreender você.
SIM
Teoricamente. “Isso poderia ocorrer”, diz o professor Volker Sommer, antropólogo evolucionista e especialista em símios da University College London. “O humano médio (do gênero Homo) e o chimpanzé/bonobo médio (cujo gênero é Pan) provavelmente diferem em apenas alguns componentes genéticos funcionalmente importantes. Assim, é concebível pensar que, se fosse possível criar determinados componentes genéticos Homo em membros do gênero Pan, eles poderiam se tornar mais ‘humanos’”.
Há cada vez mais preocupação na comunidade científica sobre excessos com relação ao aumento da inteligência animal. Um relatório de um grupo de trabalho da Academy of Medical Sciences, publicado em 2011, advertiu sobre a necessidade de novas normas que regulem a pesquisa relativa às tentativas de humanizar animais. “O receio é que, se você começa a colocar um número muito grande de células humanas em cérebros de primatas, poderia transformar o primata em um ser com capacidades que consideramos distintivas do ser humano”, disse o professor Thomas Baldwin, que trabalhou no relatório.
“O fogo parece ser a chave”, afirma Ray Hammond, futurólogo mundialmente conhecido e autor de “The Modern Frankenstein”. “Cozinhar a carne ajuda a processar as proteínas muito mais rapidamente, e essa importante introdução levou a um impressionante crescimento da mente e ao desenvolvimento da linguagem, o que nos tornou a espécie dominante. Se [os macacos] tivessem o impulso do fogo e começassem a posicionar-se de forma ereta por longos períodos, poderiam se desenvolver e tornar-se a espécie dominante”.
Eles definitivamente nos venceriam em uma luta, mas somente se fosse em um combate físico. Os gorilas possuem uma força corporal seis vezes superior à dos humanos.
“Se deixarmos de lado as considerações éticas e permitirmos que um Frankenstein moderno fizesse tudo o que ele quisesse, provavelmente haveria resultados disfuncionais”, admite o professor Sommer. “No entanto, pode haver grandes surpresas no caminho. Por exemplo, seres híbridos de humanos e chimpanzés podem surgir, ou chimpanzés e bonobos modificados podem começar a caminhar pelo planeta”.
E a gripe símia que extermina a humanidade em “Planeta dos Macacos: O Confronto” é algo que já foi considerado em alguns prognósticos.
“Sabemos que isso é possível”, diz Hammond. “O vírus HIV da Aids é proveniente dos macacos. Se ele tivesse infectado a humanidade há 60 ou 70 anos, poderia ter exterminado a todos nós”.
Dito isso, com o passar do tempo, uma pandemia mundial se torna cada vez menos provável. “Consideramos isso como uma possibilidade, não uma probabilidade”, ele acrescenta.
NÃO
De acordo com Ray Hammond, qualquer transição levaria pelo menos 300 milhões de anos para ocorrer, e isso se os macacos conquistassem uma inteligência de nível humano.
Além disso, mesmo que uma doença pudesse se espalhar pelo planeta, dificilmente ela seria um evento causador de extinção. “A verdade é que a humanidade se tornou muito flexível, adaptável e inteligente”, ele afirma. “Embora algo com um efeito absolutamente devastador possa ocorrer, as chances de um extermínio completo são extremamente pequenas”.
A quantidade de pessoas que qualquer doença teria de matar também é um fator importante. Há cerca de sete bilhões de pessoas no planeta. De acordo com a Lista Vermelha de espécies ameaçadas, produzida pela International Union of Conservation of Nature (IUCN), as populações de todos os tipos de macacos estão diminuindo, e muitas delas contam com apenas algumas dezenas de milhares de indivíduos. Isso não é o suficiente para encenar uma rebelião.
Contudo, nosso conhecimento relativamente limitado a respeito dos macacos pode significar também que, em algum lugar, já haja alguns deles planejando uma ocupação da ONU. Faz apenas 50 anos que a primatóloga Jane Goodall embarcou em sua pesquisa histórica. “As sociedades humanas têm sido estudadas por milhares de anos”, diz o professor Sommer. “Há talvez oito ou dez grupos ou pequenas comunidades de macacos sobre a qual sabemos o que está acontecendo”.
No entanto, mesmo que os macacos não tenham os recursos ou o desejo de dominar a humanidade, os tipos necessários de união iriam além deles.
“Se estivermos tratando de fatos científicos, é provável que um macaco inteligente tivesse qualidades imensamente diferentes, embora não completamente [em relação aos humanos]”, afirma Hammond.
“É improvável que alguém encontre sociedades ‘mistas’ de macacos não humanos, pois os estilos de vida e os repertórios de comunicação são diferentes demais para possibilitarem o desenvolvimento de um sistema coerente de cooperação”, acrescenta o professor Sommer.
De fato, se houvesse uma batalha épica, provavelmente teríamos alguns de nossos primos peludos donosso lado.
“É importante lembrar que chimpanzés e bonobos são mais próximos dos humanos que de gorilas e orangotangos”, continua Sommer.
Em outras palavras, chimpanzés e bonobos se alistariam no exército dos homens, o que significa que, se a batalha fosse travada em árvores, não haveria recrutas mais adequados que eles para a missão.

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